9 fatos curiosos sobre o oráculo de Omaha (o #7 é o mais inusitado)

Olá,

OK, todos nós conhecemos Warren Buffett, o bom velhinho investidor que figura entre os 10 mais ricos do mundo. No último ranking, aprece em segundo. Construiu seu império do nada, apenas com seu trabalho e genialidade.

Mas tem algumas coisas interessantes sobre a vida dele que acredito que você ainda não saiba. Veja abaixo:

#1 – Warren Buffett não vive com sua esposa

Há muitos anos que Susie, esposa de Warren Buffett, não vive mais com ele. Ela mudou-se para um apartamento alugado em São Francisco. Após sua mudança, Warren acabou ficando sozinho em casa, pois seus filhos já estavam casados ou estudando fora.

A própria Susie começou a pedir que uma amiga de Omaha, Astrid Menks, passasse a visitar Buffet para ajudá-lo nas tarefas de casa. Após relutar muito, ela acabou acatando o pedido da amiga e passou a ajudar Warren Buffett. Eles acabaram passando um bom tempo juntos, e não demorou para que começassem a estreitar relações.

Susie diz que não era essa a intenção (jogar uma mulher nos braços do marido). Fato é que, até hoje, esse complicado triângulo amoroso perdura. Em alguns eventos, Warren Buffet leva sua família (esposa, seus dois filhos e filha, genros, noras e netos) e Astrid não os acompanha. Em outras situações, está com ela.

#2 – O primeiro negócio de Warren foi venda de chicletes

chicletes

Sim. É isso mesmo. Ele começou com 6 anos (é isso aí mesmo que você leu! Seis Anos!) a vender chicletes de porta em porta. Ele pegava comprava as caixas no comércio do avô e as revendia, de porta em porta, na vizinhança.

Ganhava 2 centavos por caixa vendida. 😯

#3 – Sua primeira declaração de imposto de renda foi quando tinha 14 anos

No ano de 1944, Buffett entregou sua primeira declaração de imposto de renda. Para conseguir pagar menos imposto, deduziu seu relógio de pulso e sua bicicleta como despesas operacionais, embora isso fosse muito questionável (à essa época, ele conciliava a escola com a entrega de jornais. Sim, ele mesmo entregava, de porta em porta, os jornais, usando uma bicicleta).

Nessa sua primeira declaração ele pagou 7 dólares de imposto devido.

#4 – Ele comprou uma casa de verão na Califórnia, a pedido da esposa

Extremamente frugal, Warren nunca viu a compra de uma casa como algo necessário. Se pudesse, moraria em uma casa alugada de um ou dois cômodos sem problema. Sua esposa, Susie, pensava de maneira diferente. Ela não via razão em acumular tanto dinheiro. Na visão dela, ter o dinheiro e não o gastar não fazia sentido.

Embora essas visões conflitantes existissem, Warren acabava cedendo a alguns pedidos de sua esposa. Ele costumava chamar a compra da primeira casa deles, em Omaha, de “a insensatez de Warren”.

Numa certa fase da vida dos dois, após muitos milhões de dólares ganhos, Buffet acabou cedendo à vontade da esposa em ter uma casa de verão. Eles alugaram uma casa em Laguna Beach, e Susie gostou muito da propriedade. Ela queria aquela casa.

Warren mandou uma pessoa de sua confiança, a esposa de um amigo, para negociar a compra da propriedade. Ela conseguiu baixar a proposta do proprietário para 150.000 dólares. Ao telefone, seu amigo lhe informou a novidade:

“Tenho más notícias. Você comprou a casa”

#5 – Nenhum de seus três filhos quis seguir a carreira nem administrar a empresa do pai. Um deles voltou

O megainvestidor é e sempre foi apaixonado pelo seu trabalho, e isso acabou fazendo com que ele se dedicasse bem pouco ao seu relacionamento com os filhos. Era como se ele vivesse num universo paralelo. Ele respirava trabalho, e acabava não se envolvendo muito na criação de Susie Jr., Howard e Peter. Esse papel coube à Susie, a mãe.

Além disso, Warren conseguia disseminar seu conhecimento através de cursos sobre investimentos, através das cartas aos seus acionistas, mas não conseguia mostrar aos seus filhos como era investir em empresas, como se tornar sócio de algumas delas, como fazer o dinheiro trabalhar para você.

Uma evidência disso foi que os três filhos venderam totalmente ou parcialmente suas ações da Berkshire, para os mais variados objetivos. Warren era terminantemente contra vender, e sempre orientou sua esposa a mantê-las, mesmo que ela às vezes quisesse muito transformar os papéis em dinheiro. Mas seus filhos não fizeram como a mãe. Howard, por exemplo, vendeu suas ações para adquirir um caminhão para trabalhar. Peter, para montar um estúdio.

Howard, embora tenha seguido por outros caminhos, acabou voltando para as empresas do pai. Desde 1992, é um dos diretores da Berkshire Hathaway.

#6 – Warren já foi dono de um posto de gasolina, em sociedade com um amigo

De acordo com o próprio Buffet, “o pior negócio da vida dele”.

Ele e seu amigo investiram por volta de 5000 dólares na compra de um posto de gasolina. Em frente ao posto, havia outro, que já era estabelecido há tempos na região. Ele diz que, por mais descontos e brindes que dessem, eles não faziam as pessoas abastecerem seus carros com eles.

Nesse negócio ele compreendeu a força da fidelização de clientes. Pelo menos serviu para alguma coisa 🙂

#7 – O maior acionista pessoa física da Coca-cola sempre tomou… PEPSI

Pepsi

O maior investidor do mundo era viciado em Pepsi. Ele possuía estoques do refrigerante em casa e no seu escritório. Um de seus aniversários foi comemorado com um grande bolo da Pepsi.

Mas, num jantar na Casa Branca, encontrou um velho amigo que era CEO da Coca-Cola. Ele apresentou a Buffet a Cherry Coke, novo lançamento da empresa. Ele experimentou e gostou.

Buffet já analisava as ações da Coca há um tempo (assim como faz para praticamente todas as empresas do mercado) e via valor na empresa. Num momento de queda do valor das ações, entendeu que era o momento de aplicar uma estratégia de aquisição de ações. Isso foi em 1988. A partir daí, Buffet virou a casaca e colocou a nova bebida como favorita. Hoje, a Berkshire Hathaway detém 8,9% da Coca-Cola, cerca de US$ 14,8 bilhões.

#8 – A Berkshire Hathaway, sua holding de investimentos, era uma indústria de forros para ternos

A aquisição da Berkshire Hathaway, iniciada em 1962, foi à época em que Buffet seguia a ideologia de Benjamin Graham ao pé da letra: procurar as “Guimbas de Cigarro”, empresas que estavam em situação delicada, mas que possuíam um notável valor contábil e estavam com baixo valor de mercado. Com o tempo, se a empresa não se recuperasse, a venda de ativos e distribuição entre os acionistas já compensaria o investimento.

Essa foi a linha de raciocínio para a compra da Berkshire. Ela tinha valor contábil de 19,46 dólares por ação e o papel valia 7,50 dólares.

A nova empresa adquirida por Warren Buffet era produtora dos forros de metade dos ternos masculinos dos Estados Unidos. Mas estava passando por problemas pois quase não registrava lucro. Isso persistiu por muito tempo, e, por vezes, Buffet, após ter conseguido entrar no conselho da empresa, pensou em encerrar as suas atividades. Mas, com o tempo, ele começou a usar a Berkshire para adquirir outras empresas, fazendo com que ela possuísse várias empresas menores.

Isso evoluiu, ano após ano, e Warren e Charlie Munger, seu sócio em alguns empreendimentos, passaram em um determinado momento a serem sócios na Berkshire Hathaway. Ela se tornou uma Holding, e ia cada vez mais comprando outras empresas. E o resto é história.

#9 – Buffett começou sua jornada na acumulação de capital com o livro “One Thousands Ways to make $1.000”

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Esse livro é do autor F.C Minaker (link para o livro na Amazon) – Mil maneiras de ganhar $ 1.000.

Essa foi a virada de página; esse foi o divisor de águas.

Quando Warren leu esse livro, à época com 10 anos, ele teve acesso a uma importante informação: Juros compostos. Ele abriu o livro e viu lá mensagens claras e simples sobre como conseguir fazer boas ideias trabalharem para você. Algumas eram meio esquisitas, mas outras bem interessantes. E ele viu que aquele conceito – juros acumulados – fazia com que, em cinco anos, 1.000 dólares seriam 1.600. Em 10 anos, 2.600. Em 20, 10.800.

Ele entendeu que uma pequena quantia, com o tempo, poderia se transformar numa fortuna. E aí ele começou a pensar o tempo de uma forma diferente. Os juros acumulados uniam presente ao futuro. Se 1 dólar hoje fosse valer 10 a alguns anos, então para ele esses valores eram equivalentes. Isso mudou tudo.


E aí? Conheceu um pouco mais sobre o maior investidor do mundo? Leia a Bola de Neve, de Alice Schroeder, se quiser saber mais. Um ótimo livro!

Um abraço!

Melhorar sua vida financeira só depende de você!

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